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A velhice é muito intrometida

  A VELHICE É MUITO INTROMETIDA   Deina Anunciação     A velhice é intrometida. A morte é intrometida, invasiva, imponente , fria. Tempo é tudo.     Alguém quer envelhecer? Ah! Não se trata de querer. Então, do que se trata? Quem quer saber? Ficar mais velho significa estar mais perto da morte . E quando morre alguém bem jovem?       Você se olha no espelho e, de repente, enxerga umas rugas na cara . Péssimo!!! Vai pentear os cabelos e vê cabelo branco. Nem pintei! Está branco por quê? A velhice se mete, viu !!! Ninguém perguntou nada a ela. Ninguém  chamou ela aqui. Você chamou? Eu, não. Você quer? Fique você com ela.       Mas ela chega para todos e com todo apoio do tempo. É outro. Quer você queira, quer não, ele passa sem pedir licença e, quando cumprimenta alguém, é com a velhice. Casalzinho chato!      O tempo se casou com a velhice e, juntos, geraram u...

Deina Anunciação In Dance Act

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I dance while imagining things I'm going to write. I write while I imagine myself dancing. And I write. And I dance. And I record a simple moment that I can remember a lifetime. Or maybe I forget and only remember whenever I look at the photo that will eternalize my act as long as it exists. And so can be the act of life. I can do something and remember. Forget. Remember again. During the action, fall. Lift. Fall again. Lift. Smile and cry. Tap dance in tears or drown in them. Or tap dance and drown. Floating in tears after breathing deeply with the relief of crying. In the same way, I can always remember reading my writing and imagining other things to do on stage. When I dance, I write in time an excerpt of my life, I make myself a record of part of the history of human existence. Surprisingly or not, even if the world does not know that I once existed, if there is an infinite book that records all lives, I am inscribed in it. Because I'm already born. An...

O melhor para quem lá está é não estar lá

O melhor para quem lá está é não estar lá Deina Anunciação          Toalhas e lençóis lavados e trocados com cuidado . Muito tempo na cama? Algum tipo de proteção para a pele e um colchão especial. D or? Um remédio que logo a faça sumir. R efeição no quarto, aparelho de TV, telefone, acesso à internet , guarda-roupa e até um cofre . S e você quiser mais alguma coisa, é bastante apertar um botãozinho. Alguém chega ao apartamento para fazê-lo.         Assim é estar internado em um determinado hospital particular de Salvador através de um determinado convênio que cobre os referidos serviços de quarto também para o acompan hante, dependendo da idade do paciente. Entretanto, é claro, geralmente quem está acompanhando e quem está internado preferem estar em casa ainda que não haja os mesmos recursos no lar.      Por outro lado, há quem sofra tanto com os familiares que prefere estar no hospital a estar ...

Você já pode adquirir a obra Serenidade do Inferno

  Você já pode adquirir a obra  Serenidade do Inferno .  Através de uma narrativa dramática de horror, o livro  Serenidade do Inferno  expõe vidas de personagens submersos em um mundo marcado, dentre outras questões, por violência contra mulheres e crianças, homofobia e racismo. Nesse cenário, em meio a tantos protagonistas, vive Fernãozinho, uma criança que fica cega ainda bebê por ação não acidental de um adulto em uma terra na qual parece não existir Lei. Tal obra mostra pessoas que cometem crimes e, por algum motivo, permanecem impunes durante muito tempo. Há personagens, por exemplo, com algumas características semelhantes, porém com formas de agir diferentes e até opostas e extremas. É como se houvesse uma versão ruim para cada ser humano em versão boa. Mas o que é bom e o que é ruim? O que é benéfico e o que é prejudicial? A trama é, portanto, um convite à reflexão acerca dos temas abordados, e, não, um incentivo à violência. * Obs.:  Este livro cont...

Indo à Igreja

 Indo à Igreja Deina Anunciação Quando vou à igreja, gosto de chegar cedo para sentar nos últimos lugares. Enquanto muitos querem os primeiros, prefiro ficar lá no final. Fico em paz. Ninguém me perturba e, na hora de sair, já estou perto da porta. Já me sentei na frente, no meio. Ainda prefiro os últimos lugares. Tenho ido à igreja de um jeito não muito comum. Na quarta-feira, 24 de julho 2024, quando eu fechava os meus olhos em silêncio, estes se enchiam de lágrimas. A impressão era a de que, ao abri-los, as lágrimas cairiam como se os olhos deixassem de existir de repente. Imagine um recipiente fechado, cheio de água que, abrindo a si mesmo por baixo, desaparece no ar, permanecendo apenas a água. De que forma ela se espalha? Assim foi a impressão, no entanto, muito depois de ter saído da igreja. Pois... no momento em que lá estava, só a escuridão dos olhos fechados. E as lágrimas vinham, mas não chegavam. Permaneciam guardadas dentro dos olhos. Escondidas, não. Porque, ao abri-l...